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Economia catarinense volta aos números pré-crise e deve continuar crescendo em 2019

Publicado em 12/12/2018 - 15:46  

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Matéria divulgada pelo Valor econômico mostra que a economia brasileira deve crescer em 2019 com aceleração da retomada cíclica e melhora da confiança de empresários e consumidores. Para Santa Catarina as perspectivas também são positivas e, de acordo com a FIESC, deverá haver aumento no volume de investimentos de cerca de R$ 7 bilhões e geração de cerca de 4 mil empregos, conforme dados da Investe SC, agência de atração de investimentos, parceira da FIESC e do Governo do Estado de SC. Grande parte desses investimentos estão ligados aos setores que fornecem ao mercado automobilístico.

Outro dado interessante é a volta do desempenho da economia catarinense aos números registrados pré-crise. No acumulado do ano até setembro estima-se que o Produto Interno Bruto do estado (PIB) cresceu 2,7%, acima da média nacional, que foi 1,2% no período, conforme dados do Banco Central. Com isso, restam apenas 0,5% para o Estado alcançar o desempenho registrado em 2014, último ano antes do início da crise. Na avaliação da FIESC, as perspectivas para 2019 são de crescimento maior da economia. Os dados foram apresentados pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, nesta terça-feira (11), em Florianópolis.

De janeiro a outubro também teve aumento na produção industrial (4,4%), nas vendas do setor (13,3%), na exportação (4,8%), na importação (24,1%) e no saldo de empregos da indústria de transformação (22,5 mil vagas). “Apesar da paralisação dos caminhoneiros e das eleições, a indústria catarinense iniciou um consistente processo de recuperação neste ano. Estima-se que a economia brasileira cresça 2,5% em 2019, mas em Santa Catarina esse desempenho tende a ser melhor. Isso porque o índice de confiança do industrial é o maior desde o início da série histórica (66 pontos em novembro) e está puxando também a intenção de investir”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Ele lembra que outro ponto positivo está na capacidade de geração de empregos da economia catarinense. “É verdade que para suprir as perdas dos anos de 2015 e 2016, precisaríamos de 62 mil vagas neste ano e, até agora, criamos 54 mil novos postos de trabalho. Apesar de no mês de dezembro haver fechamento de vagas por conta dos contratos temporários, ainda assim, a indústria de transformação catarinense é a segunda que mais gera empregos do Brasil, mesmo em termos absolutos, ficando atrás apenas de São Paulo”, explica.

O volume de empregos de 2018 está espalhado em praticamente todos os segmentos e regiões do estado, diferente de 2017, em que houve concentração nas indústrias alimentícias e têxteis. O crescimento demonstra mais sólidez e sustentabilidade, por envolver atividades como máquinas, autopeças e construção, que sofreram mais com a recessão.

Na avaliação da FIESC é fundamental que o estado mantenha a política de incentivos fiscais para que a competitividade de Santa Catarina seja mantida. “Nesse sentido, a manutenção dos incentivos fiscais é estratégica para o fortalecimento da indústria e do estado”, afirma Aguiar.

No comércio internacional percebe-se observa-se um crescimento de 24% nas importações em 2018, com destaque para a compra de veículos (mais de 300% no ano). As exportações vêm puxadas pela evolução do mercado chinês, que assumiu a primeira posição de destino dos produtos catarinenses em 2018, com crescimento de 46% até novembro.

Fonte: Observatório FIESC